Numa altura em que as máquinas substituem os homens, as mondas dão lugar às químicas, e a quantidade prefere-se à qualidade, o que nos chega à mesa já não é o que era. Já não o é em sabor e já não o é em categoria.

No tempo da D. Luiza, os avios faziam-se na mercearia ao fundo da rua, no mercado, ou nos casões dos pequenos agricultores da aldeia. Sim, eram tempos difíceis, e as refeições mais escassas. Mas na memória também ficou o sabor. E é isso que deixa saudade.

Os produtos D. Luiza são feitos como dantes. Sem químicos ou processados, por acreditarmos que é a forma como se faz que dita a qualidade.

São produtos que preservam os saberes e práticas tradicionais que tão bem caracterizam e distinguem o nosso Alentejo como região agrícola de excelência. Porque ainda temos muito a aprender com os mais antigos. Em especial, na forma como sempre conseguiram criar os melhores produtos, tratando a terra com respeito.

Com estes produtos, queremos homenagear a D. Luiza, que, por muitos poucos anos que tenha vivido, muito grão joeirou e ensinou a joeirar, muito temperou e ensinou a temperar, muito conservou e ensinou a conservar. E mais que fizesse, tudo seria bem feito. Não viveu o suficiente para abrir a mercearia que sempre quis, mas o seu nome e rosto perduram nestes produtos.

Se antes não podíamos replicar o sabor das comidas da mãe e da avó, agora já podemos. Outra vez. E sempre.